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segunda-feira, 13 de novembro de 2017

A RADIOATIVIDADE USADA PARA TRATAMENTO DO CÂNCER


O QUE É A RADIOTERAPIA? 

A radioterapia é um tratamento locorregional para o câncer. Consiste na utilização de radiação de alta energia que impede que as células cancerosas se multipliquem. A irradiação das células deve ser a mais precisa possível para poupar os tecidos próximos saudáveis. A radioterapia pode ser utilizada sozinha, mas muitas vezes é associada a outros métodos, como a quimioterapia ou uma cirurgia. Existem várias técnicas de radioterapia. A radioterapia externa é a mais utilizada. A fonte de radiação é colocada fora do paciente. Os raios são emitidos por uma máquina que fica próxima ao paciente e devem atravessar a pele para atingir o tumor. No caso de um tumor pequeno, a braquiterapia pode ser empregada. 
Nesse caso, a fonte de radiação é diretamente implantada no interior do organismo. Essa fonte consiste em corpos radioativos introduzidos no tumor, liberando uma radiação a uma pequena distância. 
Finalmente, a radioterapia metabólica consiste na administração por via oral ou por injeção intravenosa da fonte radioativa que se prende sobre as células cancerosas para destruí-las. 

  • Como é uma sessão de radioterapia? 

A primeira sessão de radioterapia é dedicada para determinar o local da área a ser irradiada e para calcular das doses de radiação. Uma marcação da pele é feita por uma tatuagem que permite destacar os pontos importantes. É durante este encontro que é feito o planejamento da duração e da frequência das futuras sessões. As sessões de tratamento geralmente são bem curtas, entre quinze minutos e meia hora. Em geral, o ritmo é de uma sessão por dia durante 4 a 5 dias ao longo de várias semanas. A irradiação é invisível e indolor para o paciente. O tratamento geralmente não requer uma hospitalização e é realizado em ambulatório.

 COMO É UMA SESSÃO DE RADIOTERAPIA





DÉBORA THIFANE

sábado, 4 de novembro de 2017

Partículas radioativas “inteligentes” destroem tumor em Alagoas!!!



Graças à nanotecnologia, os pesquisadores conseguiram ampliar o conceito de terapia-alvo. Agora, as moléculas de radiofármaco “grudam” nos receptores do tumor despejando doses contínuas de radioatividade com precisão, destruindo as células tumorais, mas preservando as sadias.
Além disso, os pesquisadores conseguiram fazer com que partícula radioativa identifique o alvo. É o caso do Rádio-223, radioisótopo utilizado na Santa Casa de Maceió, também conhecido pelo nome comercial Xofigo.
Por sua posição na Tabela Periódica e características que assemelham-se às do cálcio, as moléculas do Rádio-223 “reconhecem” e atuam em tumores metastáticos ósseos provocados por câncer de próstata em estágio avançado.
“Os tratamentos anteriores traziam efeitos colaterais indesejáveis. Com este novo radiofármaco, utilizado em poucos centros especializados no Brasil, podemos melhorar a qualidade de vida dos nossos pacientes”, comentou o médico nuclear André Gustavo Pino, que atua na Medicina Nuclear da Santa Casa de Maceio. 

Atualmente, o câncer de próstata é quinto câncer que mais mata homens no mundo. De acordo com dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), no Brasil, ele ocupa o primeiro lugar no ranking de tipos mais frequentes da doença.



Segundo o Dr. Fernando Maluf, Chefe da Oncologia Clínica do Centro Oncológico Antonio Ermírio de Moraes-Beneficência Portuguesa, o surgimento de Xofigo® pode ser considerado de muito significado clínico e científico porque o medicamento pode ser utilizado no tratamento de câncer de próstata metastático. “É um tratamento muito interessante porque é o primeiro que utiliza um radioisótopo, partícula que apresenta um núcleo atômico instável que emite energia quando se transforma num isótopo mais estável e impede o crescimento tumoral, que aumentou a sobrevida dos pacientes. Nenhum outro tratamento conseguiu estes resultados”, explica o Dr. Fernando Maluf.

O Xofigo® apresenta um perfil de segurança favorável e tem potencial para melhorar os resultados entre os pacientes de forma completamente inovadora. Seu princípio ativo, o radium 223, emite partículas alfa que atuam sobre as células cancerígenas em metástases ósseas.
Aproximadamente 90% dos pacientes com câncer de próstata metastático apresentam indícios de metástases ósseas que podem levar a um aumento na frequência de eventos esqueléticos e já demonstraram ser a principal causa de morbidez e morte entre pacientes com CPRC.

“O Xofigo® melhora os sintomas da doença e aumenta a qualidade de vida dos pacientes”, completa o Dr. Fernando Maluf.

Com informações da Bayer HealthCare Pharmaceuticals e Anvisa


-JÚLIA VIRGÍNIA

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

31 Anos de um dos maiores acidentes nucleares




usina nuclear de Chernobyl era localizada na cidade de Pripyat na Ucrânia (na época era parte da União Soviética ), era composta por quatro reatores e foram cenário de um dos maiores acidentes nucleares da história. A usina era utilizada para geração de energia para o país.  O desastre ocorreu em 26 de abril de 1986. Tudo começou quando um dos quatro reatores explodiu e ocasionou diversas reações em cadeia e o motivo dessa explosão até hoje é controverso e mal explicado.Durante a explosão elementos radiativos mais perigosos como Estrôncio - 90, Iodo - 131, Césio 137 se misturavam ao ar de chernobyl. Alguns afirmam que foi apenas falha dos operadores e outros atribuem falha no projeto das hastes de controle do reator. As hastes dos reatores são compostas por elementos, geralmente o Cádmio (Cd) que tem tendência em absorver nêutrons e amenizar as reações no interior do reator. Também é bem provável que muitos procedimentos irregulares e que não obedeciam às normas de segurança tenham sido executados.

Os primeiros dias após o acidente foram os que mais tiveram radiação liberada principalmente em função do vento e das chuvas, e a contenção do reator era feita com areia e chumbo para o incêndio e a radiação respectivamente. Quem efetuava essas ações eram os chamados “homens liquidadores” que perderam a vida no combate ao incêndio. Os moradores da cidade foram evacuados e 10 dias após o desastre a emissão de radiação do reator foi cessada. O governo calculou 15 mil mortes e outras fontes apontam algo em torno de 80 mil. Até hoje milhares de pessoas sofrem os efeitos da radiação. Apenas nos anos 2000 a usina foi desativada e a área em torno da usina se tornou uma cidade fantasma que ainda está sob efeito radioativo. Outros países também relataram sofrer os efeitos da radiação como foi o caso da Dinamarca e da Itália. O reator 4 encontra-se em um “sarcófago” de concreto e aço, é assim que se chama o recipiente onde está guardado para evitar o espalhamento da radiação

Sarcófago de aço inoxidável que guarda o reator 4 de chernobyl 
Sabe qual o principal problema de desastres nucleares? Eles simplesmente não somem. Depois de trinta anos, a radiação decorrente do desastre em Chernobyl continua sendo uma ameaça real e cada vez maior, visto que seu sarcófago está deteriorado e vazando material contaminado. 
O desastre de Chernobyl aconteceu dia 26 de abril de 1986, quando o reator 4 da usina de energia nuclear explodiu. Para evitar desastres de proporções gigantescas, equipes de trabalhadores doaram suas vidas para construir um grande “sarcófago” em volta do reator destruído, a fim de conter o material radioativo que estava sendo expelido.
Devido à situação inevitável, o governo Ucraniano decidiu abrir espaço para que diversos países apresentassem seus projetos de um novo sistema de contenção. Esse novo sistema deveria atingir os seguintes objetivos:
  • Transformar a região do reator 4 ambientalmente segura (conter os materiais radioativos no local para evitar contaminação de outras áreas);
  • Reduzir a corrosão e ação do tempo no sarcófago existente;
  • Diminuir as consequências de um colapso potencial do sarcófago existente, especialmente em termos de conter a poeira radioativa que seria produzida em tal colapso;
  • Permitir a desconstrução de estruturas instáveis do sarcófago com equipamentos remotamente operados;
  • Manter a contenção do material radioativo por, pelo menos, mais 100 anos.
Muitos países propuseram soluções, porém entre os 19 candidatos avaliados, o projeto britânico da empresa “Mammoet” (Mamute) foi selecionado. O projeto é bastante interessante pois, tem como proposta ser uma estrutura em formato de arco e será construída próximo a Chernobyl, para, só depois, ser deslizada para seu local final por meio de trilhos.
A obra foi iniciada em 2003 com objetivo de ser finalizada até 2005, porém seu prazo foi prorrogado várias vezes devido à complexidade do projeto e a data atual de possível finalização é 2017.

Depois disso, o problema será resolvido?

Infelizmente não. Como dissemos no começo deste texto, radiação é uma coisa que simplesmente não some. Esse novo sarcófago será capaz de conter o material contaminado durante, pelo menos, mais 100 anos, mas novas ações terão de ser feitas depois disso visto que os materiais presentes no reator 4 continuarão perigosamente contaminados por estimados 20 mil anos.
Um simples erro humano causou um desastre que perdurará por um tempo incalculável. Centenas (possivelmente milhares) de vidas foram afetadas por esse acontecimento, e com certeza em um futuro não muito distante teremos de lidar novamente com a misteriosa e mortal Chernoby





Caroliny Cardoso 





terça-feira, 17 de outubro de 2017

Importância e Perigos da Radioatividade


Química da Radioatividade 
         A humanidade convive no seu dia-a-dia com a radioatividade, seja através de fontes naturais de radiação (os elementos radioativos que existem na superfície da Terra ou os raios cósmicos que vêm do espaço), seja pelas fontes artificiais, criadas pelo próprio homem: o uso de raios X na medicina, as chuvas de partículas radioativas produzidas pelos testes de armas nucleares, etc.
        Os efeitos da radioatividade no ser humano dependem da quantidade acumulada no organismo e do tipo de radiação. A radioatividade é inofensiva para a vida humana em pequenas doses, mas, se a dose for excessiva, pode provocar lesões no sistema nervoso, no aparelho gastrintestinal, na medula óssea, etc., ocasionando por vezes a morte (em poucos dias ou num espaço de dez a quarenta anos, através de leucemia ou outro tipo de câncer).

Tipos de Radiação:

       Existem vários tipos de radiação; alguns exemplos: partículas alfa, partículas beta, raios X e raios gama.
Partículas Alfa
       As partículas alfa, por terem massa e carga elétrica relativamente maior que as outras citadas, podem ser facilmente detidas, até mesmo por uma folha de papel; elas em geral não conseguem ultrapassar as camadas externas de células mortas da pele de uma pessoa, sendo assim praticamente inofensivas. Entretanto, podem ocasionalmente penetrar no organismo através de um ferimento ou por aspiração, provocando lesões graves. Sua constituição é de núcleos de Hélio, dois prótons e dois nêutrons, podendo ser representadas por 42 a

Partículas Beta

       Já as partículas beta são capazes de penetrar cerca de um centímetro nos tecidos, ocasionalmente danos à pele, mas não aos órgãos internos, a não ser que sejam engolidas ou aspiradas. As partículas beta são semelhantes aos elétrons, possuem massa desprezível e carga elétrica (relativa) igual a -1. São portanto, representados por  0-1 b

Raios X e Raios Gama

      Os raios gama e os raios X são extremamente penetrantes, podendo atravessar o corpo humano, sendo detidos somente por uma parede grossa de concreto ou metal.As radiações gama são semelhantes ao Raios X. Não possuem massa e nem carga elétrica, são portanto representados por  00 g
        A radiação ataca as células do corpo individualmente, fazendo com que os átomos que compõem as células sofram alterações em sua estrutura. As ligações químicas podem ser alteradas, afetando o funcionamento das células. Isso, por sua vez, provoca com o tempo conseqüências biológicas no funcionamento do organismo como um todo; algumas conseqüências podem ser percebidas a curto prazo, outras a longo prazo.

Cícera Araújo

                           Química da Radioatividade 

O que é radioatividade? 
A radioatividade é definida como a capacidade que alguns elementos fisicamente instáveis possuem  a capacidade de emitir energia sob forma de partículas ou radiação eletromagnética.

Como surgiu a radioatividade ?
A radioatividade foi descoberta no século XIX. Até esse momento predominava a ideia de que os átomos eram as menores partículas da matéria. Com a descoberta da radiação, os cientistas constataram a existência de partículas ainda menores que o átomo, tais como: próton, nêutron, elétron.
No ano de 1896, o físico francês Antoine-Henri Becquerel (1852-1908) observou que um sal de urânio possuía a capacidade de sensibilizar um filme fotográfico, recoberto por uma fina lâmina de metal.
- Em 1897, a cientista polonesa Marie Sklodowska Curie (1867-1934) provou que a intensidade da radiação é sempre proporcional à quantidade do urânio empregado na amostra, concluindo que a radioatividade era um fenômeno atômico.
Anos se passaram e a ciência foi evoluindo até ser possível produzir a radioatividade em laboratório.

Acidente Radioativo 
No dia 13 de setembro de 1987, um aparelho contendo uma peça radioativa foi achado e aberto por catadores de papel, em Goiânia. O equipamento estava num prédio abandonado onde funcionava uma clínica desativada.  Os homens acharam que se tratava de sucata e venderam o fragmento a um ferro-velho. A cápsula projetava uma luz brilhante que despertou curiosidade, e muita gente acabou manuseando o material.
O acidente foi descoberto duas semanas depois. Após os primeiros sinais de contágio pela radioatividade, a peça foi levada à Vigilância Sanitária, que constatou tratar-se de material tóxico. A partir de então, casas e ruas foram isoladas, e a cidade foi invadida por especialistas e técnicos em radiação. Moradores fizeram testes para saber se estavam contaminados. Os primeiros atendimentos foram no Estádio Olímpico de Goiânia, e os casos mais graves foram transferidos para o Rio de Janeiro.
Mais de mil pessoas foram contaminadas por radiação de césio-137. Na ocasião, quatro morreram. Mas, estima-se que dezenas de pessoas faleceram em consequência de complicações desenvolvidas a partir da contaminação pelo césio 137.
A tragédia causou uma comoção nacional, mas também gerou, na época, uma discriminação contra os goianos. Ainda hoje, uma associação de vítimas luta para resgatar a cidadania dessas pessoas que foram contaminadas.



                                                                                       Letícia Pinheiro, 16/10